Dra. Jessica Cuffa

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Polissonografia: como é o exame do sono e quando fazer

Mulher com expressao de dor de cabeca intensa levando a mao a testa

Sumário

O médico solicitou o exame, mas a explicação sobre como ele funciona ficou vaga. Quem vai fazer polissonografia pela primeira vez costuma chegar com dúvidas simples: dói, precisa internar, como se dorme com tantos fios?

A polissonografia é o exame padrão-ouro para diagnosticar distúrbios do sono, incluindo a apneia obstrutiva, e entender o que esperar reduz bastante a ansiedade antes da noite do exame.

Neste artigo, a Dra. Jessica Cuffa, especialista e mestra em DTM e Dor Orofacial pela UFPR, explica como o exame funciona e por que ele é tão importante para o diagnóstico correto.

O que é a polissonografia

A polissonografia é um exame que registra, de forma simultânea, diversos parâmetros fisiológicos durante uma noite de sono: atividade cerebral, movimento ocular, tônus muscular, frequência cardíaca, fluxo respiratório e nível de oxigênio no sangue.

A partir desses dados, o médico identifica pausas respiratórias, quedas de oxigenação, fragmentação do sono e outros achados que confirmam ou descartam diagnósticos como apneia obstrutiva e bruxismo do sono.

Como o exame é feito

Existem dois formatos principais.

Polissonografia em laboratório

Realizada em ambiente controlado, geralmente à noite. Antes de dormir, sensores são posicionados na cabeça, no tórax, nos dedos e próximos ao nariz e à boca, sem causar dor.

Uma equipe acompanha o exame durante toda a noite, monitorando os sinais registrados.

Polissonografia domiciliar

Versão simplificada, realizada na própria casa do paciente, com equipamento portátil. Costuma ser indicada para casos com alta suspeita clínica de apneia, quando o ambiente controlado não é estritamente necessário.

A escolha entre os dois formatos é definida pelo médico responsável, conforme o quadro clínico.

O que o exame consegue identificar

  • Apneia obstrutiva, com classificação de gravidade
  • Índice de eventos respiratórios por hora de sono
  • Queda dos níveis de oxigênio no sangue
  • Episódios de bruxismo, em exames com eletromiografia
  • Fragmentação do sono e despertares
  • Movimentos anormais durante o sono

O resultado orienta diretamente a decisão terapêutica, incluindo a indicação de CPAP, aparelho de avanço mandibular ou outras condutas.

Como o resultado se conecta ao tratamento odontológico

Quando o diagnóstico aponta apneia leve a moderada, o resultado da polissonografia é o que embasa a possível indicação de um aparelho de avanço mandibular.

A Dra. Jessica Cuffa, especialista e mestra em DTM e Dor Orofacial pela UFPR, utiliza esses dados junto com a avaliação da articulação temporomandibular para definir se o dispositivo é uma opção segura e adequada.

Sem o exame, qualquer indicação de aparelho ficaria baseada apenas em suspeita clínica, sem a confirmação necessária. Veja também como saber se você tem apneia e o aparelho de avanço mandibular.

Perguntas frequentes sobre polissonografia

A polissonografia dói?

Não. Os sensores são colados na pele e não causam dor, embora possam gerar leve desconforto para dormir na primeira noite em ambiente diferente.

Preciso internar para fazer o exame?

Não é internação. O paciente dorme normalmente, seja no laboratório do sono ou em casa, dependendo do formato indicado.

O exame detecta bruxismo?

Pode detectar, quando inclui eletromiografia, permitindo identificar episódios de atividade muscular durante o sono.

Qual a diferença entre exame em laboratório e domiciliar?

O laboratorial é mais completo e monitorado; o domiciliar é simplificado e indicado quando a suspeita clínica de apneia já é alta.

Depois do exame, o que acontece?

O médico analisa os resultados e define a conduta, que pode incluir CPAP, aparelho de avanço mandibular ou outras abordagens conforme o grau identificado.

Conclusão

A polissonografia é o exame que transforma suspeita em diagnóstico, registrando de forma objetiva o que acontece durante o sono.

Compreender o processo reduz a ansiedade e ajuda o paciente a chegar preparado para a noite do exame.

O resultado orienta diretamente as opções de tratamento, incluindo a possível indicação de aparelho intraoral avaliada pela Dra. Jessica Cuffa.

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Mais do que títulos, o que diferencia o atendimento da Dra. Jessica é a escuta ativa e a empatia. Em seu consultório, o rigor científico encontra uma abordagem humanizada, onde cada plano de tratamento é personalizado. O objetivo é garantir que você se sinta seguro e compreendido em todas as etapas da jornada clínica.

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