Dra. Jessica Cuffa

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Apneia do Sono não tratada: riscos para o coração

Mulher com expressao de dor pressionando as temporas com as maos

Sumário

Muita gente convive com o ronco há anos, considera a apneia um incômodo apenas noturno e adia a investigação. O que poucos sabem é que apneia do sono não tratada tem consequências que vão muito além do cansaço diurno, alcançando diretamente a saúde do coração.

A repetição de centenas de episódios de queda de oxigênio, noite após noite, ao longo de anos, impõe ao sistema cardiovascular um estresse que se acumula silenciosamente.

Neste artigo, a Dra. Jessica Cuffa, especialista e mestra em DTM e Dor Orofacial pela UFPR, explica os riscos documentados e por que o tratamento vai além do conforto do sono.

Por que a apneia afeta o coração

A cada evento de obstrução, a via aérea colapsa, o nível de oxigênio no sangue cai e o corpo reage com um breve despertar para restabelecer a respiração.

Essa sequência, repetida dezenas ou centenas de vezes por noite em casos moderados a graves, ativa o sistema nervoso simpático de forma abrupta e recorrente, elevando a frequência cardíaca e a pressão arterial a cada episódio.

Com o tempo, essa ativação repetida contribui para alterações estruturais e funcionais no sistema cardiovascular.

Riscos associados à apneia não tratada

  • Hipertensão arterial, especialmente de difícil controle
  • Maior risco de arritmias cardíacas, incluindo fibrilação atrial
  • Aumento do risco de infarto
  • Maior chance de acidente vascular cerebral
  • Associação com insuficiência cardíaca
  • Piora do controle glicêmico, com relação com diabetes tipo 2
  • Aumento do risco cardiovascular geral a longo prazo

Um detalhe relevante: a hipertensão associada à apneia costuma responder mal a medicamentos quando o distúrbio respiratório não é tratado, mesmo com ajustes de dose.

Por que o diagnóstico costuma demorar

Grande parte desses riscos se instala de forma silenciosa. A pessoa convive com ronco por anos, sem associar o sintoma a nada além de incômodo social ou desconforto do parceiro.

Enquanto isso, os episódios noturnos seguem acontecendo, exercendo seu efeito cumulativo sobre o sistema cardiovascular independentemente da percepção subjetiva de cansaço.

É por isso que sinais como ronco alto, pausas respiratórias e sonolência diurna merecem investigação, mesmo quando a pessoa não se sente particularmente incomodada durante o dia.

O tratamento reduz o risco

Estudos mostram que o tratamento adequado da apneia, seja com CPAP ou com aparelho de avanço mandibular quando indicado, reduz eventos de queda de oxigênio e a ativação simpática associada.

Isso se traduz em melhor controle da pressão arterial e redução do risco cardiovascular ao longo do tempo, especialmente quando o tratamento é iniciado antes de complicações mais avançadas.

Na avaliação odontológica, a Dra. Jessica Cuffa, especialista e mestra em DTM e Dor Orofacial pela UFPR, reforça a importância de investigar sinais de apneia e de encaminhar para diagnóstico médico quando necessário, justamente por essas implicações que vão além da boca. Veja também como saber se você tem apneia.

Perguntas frequentes sobre apneia e risco cardiovascular

Apneia não tratada pode causar infarto?

Existe associação documentada entre apneia não tratada e maior risco de eventos cardiovasculares, incluindo infarto, especialmente em casos moderados a graves.

Por que a apneia eleva a pressão arterial?

Os episódios repetidos de queda de oxigênio ativam o sistema nervoso simpático, elevando a frequência cardíaca e a pressão a cada evento, de forma cumulativa ao longo dos anos.

Tratar a apneia reduz o risco cardiovascular?

Sim. O tratamento adequado reduz os eventos respiratórios e a ativação simpática associada, contribuindo para melhor controle da pressão e do risco geral.

Apneia leve também traz risco?

O risco tende a ser proporcional à gravidade e ao tempo sem tratamento, mas mesmo casos leves merecem acompanhamento, especialmente com fatores de risco associados.

Como o dentista participa dessa prevenção?

Identificando sinais de apneia na avaliação da via aérea e encaminhando para diagnóstico médico, além de oferecer o aparelho de avanço mandibular quando indicado.

Conclusão

A apneia do sono não tratada traz consequências que se estendem muito além do cansaço diurno, alcançando diretamente a saúde cardiovascular.

A repetição noturna dos episódios, ao longo de anos, acumula um estresse silencioso sobre o coração e os vasos sanguíneos.

Investigar sinais de apneia é, portanto, também um cuidado com o coração, e é essa perspectiva que orienta a atuação da Dra. Jessica Cuffa na Odontologia do Sono.

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Dra. Jessica Cuffa

Mais do que títulos, o que diferencia o atendimento da Dra. Jessica é a escuta ativa e a empatia. Em seu consultório, o rigor científico encontra uma abordagem humanizada, onde cada plano de tratamento é personalizado. O objetivo é garantir que você se sinta seguro e compreendido em todas as etapas da jornada clínica.

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